Como estimular a atividade cerebral de soldados diante de ameaças

Iniciativas de órgãos do Departamento de Defesa dos EUA estudam meios de estimular a atividade cerebral de soldados diante de ameaças

Como estimular a atividade cerebral de soldados diante de ameaças


É claro, a velocidade é importante, mas a precisão é vital (Fonte: Reprodução/DARPA)

Dois milivolts não correspondem a uma grande tensão elétrica, mas é suficiente para aumentar o nível de percepção cerebral. Esses dois milivolts referem-se ao P300, um sinal elétrico detectável por elétrodos em contato com o couro cabeludo de uma pessoa, quando ela reconhece um objeto procurado.

Esse aumento de percepção tem sido objeto de estudo da Defence Advanced Research Projects Agency (DARPA, na sigla em inglês), uma agência do Departamento de Defesa dos Estados Unidos responsável pela pesquisa em tecnologia militar. Com a finalidade de usar o sinal P300 como um meio para a mente humana detectar com mais rapidez e precisão a presença de tanques, lançadores de mísseis, entre outros alvos, em imagens de aviões-robô e satélites, o departamento de Neurotechnology for Intelligence Analysts da DARPA contratou dois grupos de pesquisadores.

 

Robert Smith da Honeywell Aerospace, em Phoenix, Arizona, e Paul Sajda da Neuromatters, em Nova York, projetaram um “sistema de triagem de imagens”, em que os voluntários das pesquisas usam uma espécie de capacete equipado com 32 elétrodos, que registram as reações elétricas do cérebro a qualquer estímulo. As imagens aparecem diante dos voluntários a uma velocidade de dez segundos. É rápido demais para o reconhecimento consciente, porém não tão rápido que impeça a percepção de um objeto suspeito.

É claro, a velocidade é importante, mas a precisão é vital. Muitos estudos mostram que a estimulação magnética transcraniana melhora a “inteligência fluida”, isto é, a capacidade de raciocinar, em vez de apenas lembrar fatos. Na estimulação, a corrente elétrica é transmitida através de dois ou mais elétrodos.

Segundo Andy McKinley, diretor da unidade de estímulo cerebral em Wright-Patterson, uma base aérea em Ohio, se o elétrodo for também colocado no braço do voluntário a estimulação aumenta. Seis horas depois de 25 minutos de estímulo cerebral, o voluntário consegue detectar o dobro de tanques, lançadores de mísseis e outros alvos nas imagens, em comparação com os grupos de controle.

Em mais uma iniciativa de inovação tecnológica da DARFA, uma joint venture entre a Boeing e a General Motors projetou o Cognitive Technology Threat System, ou “binóculos de Luke”, uma referência ao personagem Luke Skywalker da série de filmes Star Wars. O equipamento associa a triagem de imagens com uma visão de 360​​° para aumentar o nível de percepção no reconhecimento de alvos.

 

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

 

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