Criança Hiperativa

Muitas palavras são usadas para adjetivar crianças que possuem o TDAH (Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade). Freqüentemente são chamadas de preguiçosas, “burrinhas”, agitadas, sem limites, mal educadas. São colegas, às vezes professores e até mesmo pais, desinformados sobre o transtorno, que comentem tais erros.

Mesmo com um grande número de pessoas que desconhecem as características de uma criança que é hiperativa, também cresce o número daqueles que tem se interessado sobre o assunto e buscam novos conhecimentos através de livros, sites e palestras.

A criança com TDAH precisa ser diagnosticada e tratada para que possa sentir-se valorizada e não venha sofrer complicações crônicas no futuro. É fundamental que o diagnóstico venha de um profissional extremamente qualificado em TDAH, para que o resultado desse tratamento tenha sucesso.

O tratamento deve ser multimodal, envolvendo alguns profissionais que atuarão em algumas áreas em que a criança precisará de ajuda. Se a ela não tiver a oportunidade de um tratamento adequado, poderá acarretar fracassos acadêmicos e dificuldades nas relações sociais e familiares.

Para que se obtenha o resultado esperado, é preciso um acompanhamento médico (psiquiatra ou neurologista) que irá diagnosticar e orientar sobre a medicação adequada. O uso desta medicação é extremamente seguro, quando administrada com supervisão de um médico especialista. Ao iniciar o tratamento medicamentoso é possível observar uma significativa melhora na concentração e redução da impulsividade, bem como da hiperatividade. Aliado ao tratamento farmacológico, o acompanhamento psicológico com o TCC (Terapia cognitiva comportamental), nova postura dos pais, familiares e professores através do conhecimento, traz muitos benefícios a essa criança ou adolescente.

Feito o diagnóstico o portador que cursa o  ensino fundamental deve iniciar todo o processo de tratamento na idade em que se encontra ou a partir de 6 ou 7 anos, quando existe uma observação de pais ou professores nas séries iniciais, pois já é possível observar significativa melhora no desempenho escolar.

O psicopedagogo tem um importante papel no acompanhamento desse aluno. É o profissional que vai nortear como a criança com o transtorno deverá conduzir seus estudos e atividades escolares, irá orientar pais e  professores no sentido de contribuir com uma melhora na qualidade do ensino/aprendizado, para que ela possa obter bons resultados e sucesso sem atropelos.

A criança passa então a interagir como os estudos e escola de uma forma tranqüila, sem se sentir “esmagada” ou incapaz.



Fabíola Mara Leite Batista Pinto
Pedagoga/Psicopedagoga

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